
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) divulgou um relatório alarmante que revela que, entre mais de 17 milhões de publicações analisadas nas redes sociais durante a Copa do Mundo deste ano, cerca de 240 mil foram identificadas como ofensivas, com 20% delas de natureza racista. O estudo foi apresentado na véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro.
A análise, realizada entre 9 de junho e 20 de julho, abrangeu plataformas como X (antigo Twitter), Instagram, Facebook e TikTok. O monitoramento incluiu contas oficiais das 48 seleções participantes e 1.606 indivíduos, entre os quais 1.248 atletas, 188 treinadores e membros de comissões técnicas, além de 170 oficiais de arbitragem. De acordo com a Fifa, as postagens ofensivas foram direcionadas a 812 pessoas ao longo do torneio, o que representa 50,6% dos envolvidos no evento.
O relatório também destaca que um jogador, cujo nome não foi revelado, foi alvo de mais de 10 mil mensagens abusivas, sendo 40% delas de teor racista. Além disso, o atleta enfrentou ataques homofóbicos, sexistas e transfóbicos, com o aumento das ofensas ocorrendo após comentários raciais feitos por uma figura pública. Durante a competição, a senadora paraguaia Celeste Amarilla ofendeu o atacante Kylian Mbappé, fazendo comentários depreciativos sobre sua origem e aparência.
O estudo ainda apontou que 15% das publicações revisadas continham alegações de corrupção, em sua maioria direcionadas à própria Fifa, e 14% eram ameaças violentas. A seleção francesa foi a mais afetada, com 33% das ofensas de cunho racial, enquanto a Inglaterra registrou 21% de ofensas racistas e xenofóbicas. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reafirmou o compromisso da entidade em proteger a comunidade do futebol contra mensagens de ódio, utilizando tecnologias avançadas para combater conteúdos prejudiciais.
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Fonte: Informações do site agenciabrasil.ebc.com.br




















