
Um levantamento realizado com dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do sistema COMEX Stat, revelou que Rondônia ocupa a segunda posição no ranking nacional de exportações de castanha-do-Brasil sem casca (NCM 0801.22.00). Este produto, considerado o de maior valor agregado na cadeia produtiva, destaca-se pela sua relevância econômica.
Os números do primeiro semestre de 2026 mostram que o estado exportou 187 mil quilos do produto, alcançando um valor FOB de US$ 2.365.998. Apenas o Pará se posiciona à frente no ranking nacional, com 906.032 quilos exportados e US$ 10.447.262 em vendas ao mercado internacional. A tabela a seguir ilustra a performance dos estados:
– Pará – 906.032 kg – US$ 10.447.262
– Rondônia – 187.000 kg – US$ 2.365.998
– Acre – 179.000 kg – US$ 2.241.091
– Amazonas – 157.001 kg – US$ 1.715.119
– Mato Grosso – 86.872 kg – US$ 775.105
– São Paulo – 70.003 kg – US$ 742.726
Um dado que se destaca é que 100% das exportações rondonienses de castanha-do-Brasil sem casca tiveram origem em um único município: Jaru. Após análise das bases de exportação do MDIC, constatou-se que todo o volume exportado por Rondônia nessa categoria foi produzido e embarcado a partir de Jaru, consolidando o município como um protagonista nacional na industrialização da castanha-do-Brasil.
Diferentemente de muitos municípios brasileiros que aparecem nas estatísticas por exportarem produtos agrupados em classificações amplas, Jaru se destaca pela exportação de um produto específico: a castanha-do-Brasil sem casca, já beneficiada industrialmente. Este diferencial representa um avanço significativo na agregação de valor à produção amazônica, gerando empregos e fortalecendo a economia local. O processo de industrialização inclui etapas rigorosas, como seleção da matéria-prima, limpeza, secagem controlada, classificação, cozimento, quebra mecânica, entre outras, assegurando a qualidade do produto final.
Os dados também revelam um crescimento histórico nas exportações rondonienses desse produto. Em apenas seis meses de 2026, Rondônia já exportou cerca de 2,5 vezes mais volume do que durante todo o ano de 2025, além de mais que dobrar o valor FOB registrado no ano anterior. Esse crescimento é impulsionado pela agroindústria Castanhas Ouro Verde, instalada em Jaru, que tem investido em tecnologia e certificações internacionais, permitindo que os produtos industrializados em Rondônia alcancem mercados globais. O exemplo de Jaru demonstra que é possível industrializar produtos da floresta na própria região, promovendo um modelo de bioeconomia sustentável que valoriza os recursos naturais e gera desenvolvimento econômico.
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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br





















