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‘Ele nos escolheu’: casal homoafetivo adota bebê com autismo após dois anos e meio de preparação em Rondônia

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Anacelia e Fabíola, de Porto Velho, se definem como “sortudas” ao se tornarem mães do pequeno Anthony Ravi por meio da adoção. Após um período de aproximadamente dois anos na fila de adoção e seis meses para formalizar a guarda, o casal finalmente pôde chamar o bebê de filho e registrar os nomes das duas no documento. Durante essa jornada, enfrentaram desafios, como preconceitos relacionados à adoção por casais homoafetivos e a escolha de acolher uma criança fora do perfil inicialmente desejado.

Anthony, que é autista e apresenta perda auditiva em um dos ouvidos, além de plagiocefalia, não foi visto como um obstáculo para Anacelia e Fabíola. Elas acreditam que foram escolhidas pelo menino. “Ele que nos escolheu para ser mãe dele. Com ele, estamos aprendendo muitas coisas boas. Todos os dias ele nos ensina a viver”, compartilha Fabíola, refletindo sobre a experiência transformadora que a maternidade trouxe para suas vidas.

Após a preparação e a habilitação, o casal estava aberto a acolher uma criança fora do perfil idealizado. O desejo de se tornarem mães e de ter um filho para cuidar e amar prevaleceu. Em maio, após um longo período de espera, a equipe técnica entrou em contato para informar sobre a disponibilidade de uma criança. A ligação ocorreu em uma sexta-feira, e apesar do prazo para reflexão, a resposta do casal foi imediata: “Claro que nossa resposta foi sim”, relata Anacelia, evidenciando a certeza que sentiam em relação à decisão.

A chegada de Ravi trouxe uma nova rotina de cuidados e acompanhamento médico. Desde a primeira noite em casa, o bebê dormiu tranquilamente, enquanto as mães, em estado de encantamento, admiravam seu filho. As pequenas conquistas, como os primeiros passos de Ravi, que antes não eram esperados devido a dificuldades motoras, se tornaram momentos de grande emoção para a família. “Ele não iria andar, mas, com a graça de Deus e suas terapias, hoje nosso filho anda sem precisar de nenhum aparelho de apoio”, celebra Fabíola, destacando a importância do amor e do apoio na trajetória de desenvolvimento do menino.

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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

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