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Repórter agredido ao vivo em RO relata: “Quebrou a viseira do capacete, mas não quebrou minha cabeça”

O repórter Richard Nunes, que foi agredido durante uma transmissão ao vivo enquanto cobria um acidente de trânsito em Porto Velho, afirmou que não sofreu ferimentos graves devido ao uso de um capacete, que acabou danificado. O incidente ocorreu na segunda-feira, 11 de setembro, e está sendo investigado pela Polícia Civil como lesão corporal dolosa.

De acordo com o boletim de ocorrência, Richard foi cercado por familiares da vítima e pelo motorista do veículo envolvido no acidente, que resultou em morte. Durante a transmissão, o repórter foi alvo de ofensas e, segundo ele, também sofreu ataques físicos, incluindo golpes com o capacete. Após o término da transmissão, Richard foi agredido novamente, desta vez com um soco, enquanto aguardava a chegada da Polícia Militar.

O jornalista expressou sua preocupação com a possibilidade de que esse tipo de agressão se torne um precedente para novos ataques a profissionais da imprensa durante coberturas jornalísticas. “Se não acontecer nada, isso vai dar brecha para outros familiares fazerem o mesmo com qualquer repórter. Como que eu vou chegar num local desse e não vou fazer a matéria? É um fato de interesse público”, declarou Richard.

Os agressores não foram identificados formalmente, e os rostos foram borrados no vídeo para proteger a identidade de possíveis menores envolvidos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente. A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa e encaminhada à 6ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho. Em nota, a Polícia Civil afirmou que “irá atender à demanda apresentada e procederá com a apuração dos fatos relacionados ao caso”.

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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

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