
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou, na última sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade que restringe a participação em competições femininas apenas a atletas do sexo biológico feminino. Essa mudança afeta diretamente Tifanny, a primeira atleta trans a competir na Superliga, que representa o Osasco São Cristóvão Saúde desde 2021 e conquistou o título da temporada 2024/2025. O clube manifestou surpresa com a decisão, alegando que a medida foi tomada sem qualquer consulta prévia.
Em nota, o Osasco expressou seu apoio integral a Tifanny e informou que o caso foi encaminhado ao departamento jurídico para avaliação da normativa e definição dos próximos passos. A Federação Paulista de Volleyball (FPV) também se pronunciou, afirmando que, como o Campeonato Paulista começou antes da nova política, a atleta continua liberada para competir. O Osasco estreia na competição contra o Pinheiros neste sábado (15), às 21h30, no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).
A nova regra da CBV visa alinhar-se às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão apresentar um resultado negativo para o gene SRY, enquanto a norma anterior permitia a participação de mulheres trans desde que os níveis de testosterona estivessem abaixo de um limite específico. Essa nova determinação será aplicada nas próximas edições da Superliga e em outras competições relevantes, como a Supercopa e a Copa Brasil, a partir de 2027.
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Fonte: Informações do site agenciabrasil.ebc.com.br





















