
O helicóptero que transportava o cantor Rick e outras quatro pessoas estava sobrevoando uma área sem monitoramento permanente do controle de tráfego aéreo no momento da tragédia. Essa informação foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB) uma semana após a localização dos destroços. É importante ressaltar que essa condição não implica, por si só, que o voo estivesse irregular.
Um novo detalhe, revelado pela FAB, ajuda a esclarecer os últimos momentos do voo que resultou na morte do cantor Rick, da dupla com Renner, e de outros quatro ocupantes. O helicóptero estava em um espaço aéreo não controlado quando caiu na Serra catarinense. Isso significa que o piloto não era obrigado a manter contato constante com os órgãos de controle de tráfego aéreo, diferentemente das áreas com intenso movimento da aviação comercial, que possuem acompanhamento contínuo de cada aeronave.
O coronel aviador Silvio Monteiro Júnior, da FAB, destacou que essa classificação não torna a operação clandestina ou irregular. Segundo ele, não havia proibição para que o helicóptero sobrevoasse aquela região naquele momento. Em áreas não controladas, os pilotos podem obter informações meteorológicas e dados sobre o destino por meio do Serviço de Informação de Voo, sendo que, na região em questão, o atendimento era prestado pelo centro de controle em Curitiba.
As condições meteorológicas na Serra catarinense eram desfavoráveis no momento do acidente, com chuva forte, ventos intensos, nebulosidade e baixa visibilidade. O Bell 430, de prefixo PP-MGR, decolou de Porto Belo às 10h30 do dia 21 de setembro, com destino ao heliponto Metropolitan, em Criciúma, onde o pouso estava previsto para as 11h24. A aeronave emitiu seu último sinal às 11h34, e a queda ocorreu aproximadamente um minuto depois, em uma região montanhosa e coberta por mata em Urubici. Os destroços foram encontrados no dia seguinte, após uma operação que mobilizou aeronaves da FAB, bombeiros e equipes terrestres. Além de Rick, faleceram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira. A caixa-preta e o gravador de voz da cabine foram recuperados e estão sendo analisados, enquanto o Cenipa investiga os fatores que contribuíram para a queda e a Polícia Civil apura possíveis negligências ou imprudências. Até o momento, nenhuma causa definitiva foi identificada.
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Fonte: Informações do site baccinoticias.com.br





















