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Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado

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A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2026 traz como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, uma diretriz internacional da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) que orienta as mobilizações do Agosto Dourado. O Ministério da Saúde destaca que a proteção, promoção e apoio à amamentação são intensificados neste mês, ressaltando a importância do aleitamento materno para a nutrição adequada, a segurança alimentar e a redução da pobreza no país.

Lorrany Duarte, mãe pela segunda vez, compartilha sua experiência com o nascimento da pequena Elisa, há uma semana. Ela deseja oferecer seu leite de forma exclusiva nos primeiros seis meses, acreditando que isso contribuirá para o desenvolvimento saudável da filha. Em contraste, Lorrany recorda que sua primeira filha, alimentada com fórmula infantil desde um mês de vida, enfrentou diversas dificuldades de saúde. Para superar os desafios da amamentação, Lorrany conta com o apoio de sua irmã, Marielly, que a incentiva a persistir no aleitamento.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinheiro, alerta sobre os obstáculos impostos pela desinformação e pelo assédio comercial da indústria de fórmulas infantis. Ela enfatiza que a fórmula deve ser prescrita apenas por profissionais de saúde em situações específicas, como contraindicações médicas para amamentação. A pediatra também destaca a importância do aleitamento materno do ponto de vista socioeconômico, pois reduz custos com fórmulas e medicamentos, além de promover a saúde da criança.

A SMAM de 2026 visa reforçar a necessidade de reconhecer e ampliar estratégias que já demonstraram resultados positivos na proteção e apoio ao aleitamento materno. O Brasil se comprometeu a atingir 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2030, superando a meta de 60% estabelecida pela Assembleia Mundial da Saúde. O histórico de avanços no país é significativo, com um aumento de 4,7% de aleitamento exclusivo na década de 1980 para 45,8% em 2019, conforme dados do Estudo Nacional de Nutrição Infantil.

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Fonte: Informações do site agenciabrasil.ebc.com.br

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