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Governo remaneja orçamento e encerra projeto do novo hospital de urgência e emergência

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O discurso do pré-candidato Adailton Fúria, alinhado ao governo que pretende suceder, revela um descompasso com as ações efetivas do Executivo. O decreto 31.797, publicado em 14 de julho no Diário Oficial do Estado, selou o destino do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), ao remanejar R$ 231.565.360,00 do Fundo Estadual do Heuro (Fun-Heuro) para outras finalidades na Secretaria de Estado da Saúde. A pasta recebeu um adicional de R$ 177.872.000,00, destinado a despesas como diárias, passagens aéreas, gratificações e gerenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado. O restante dos recursos foi alocado para o orçamento de prefeituras, convênios e hospitais particulares, além de ações de manutenção das redes de atenção à saúde.

A proposta de remanejamento foi aprovada sem resistência pelos deputados estaduais da base do governador Marcos Rocha, passando pelas comissões de Finanças, Justiça e Saúde, que já acumulam diversas denúncias sobre atrasos em atendimentos e a escassez de profissionais médicos. Enquanto Fúria critica a situação da saúde e a falta de manutenção das estradas em suas reuniões pelo interior do estado, sua postura revela um apoio implícito às decisões do governo atual, especialmente considerando que o secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, indicado por ele, desempenhou um papel crucial na readequação dos recursos.

Em 2019, durante uma solenidade no Palácio Rio Madeira, foi aprovada a criação de um fundo para financiar o Heuro, com apoio de membros do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa. O Tribunal, inclusive, destinou R$ 50 milhões ao Fun-Heuro, oriundos de economias geradas por um plano de contenção de gastos. Contudo, com o distrato do consórcio Vigor Turé, que deveria construir o Heuro, o governo buscou alternativas, como a aquisição de um prédio da antiga faculdade Uniron em Porto Velho, para adaptá-lo como unidade hospitalar. Apesar da sanção da Lei 6.156/2025, que autorizava um crédito de R$ 67,1 milhões para a construção do hospital, a Secretaria de Estado da Saúde não conseguiu viabilizar nem o sistema Built to Suit nem a compra do imóvel, deixando a população à mercê de promessas não cumpridas.

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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

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