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Entenda a doença de Creutzfeldt-Jakob e a busca por tratamento

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A comunidade científica possui, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas sobre a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Essa condição rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados anualmente no Brasil, ganhou destaque após o diagnóstico do piloto e youtuber Lito Souza. A doença se manifesta quando formas anormais de uma proteína, os príons, se acumulam nas células cerebrais, comprometendo o funcionamento do órgão e levando a um quadro que progride rapidamente, geralmente com desfecho fatal.

De acordo com a professora Tuane Vieira, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em uma minoria de casos, a DCJ pode ser causada por mutações genéticas. Além disso, há registros raros de pacientes que desenvolveram a doença após exposição a príons durante procedimentos médicos invasivos ou pelo consumo de carne de animais contaminados com o “mal da vaca louca”. No entanto, a maioria dos casos ocorre sem uma explicação clara sobre o acúmulo de príons nas células cerebrais, embora uma hipótese sugira que isso possa ser um efeito colateral de infecções virais.

Atualmente, não existe cura para a DCJ, nem tratamentos que possam retardar ou deter sua progressão. Pesquisas em andamento nos Estados Unidos estão testando dois medicamentos promissores, um desenvolvido pela farmacêutica Ionis e outro pelo Broad Institute, vinculado à Universidade de Harvard. A família de Lito Souza está tentando incluí-lo nesses estudos. No Brasil, uma parceria entre o Instituto de Bioquímica da UFRJ e outras universidades investiga compostos extraídos da moringa oleífera, que mostraram resultados promissores em testes iniciais.

O diagnóstico da DCJ é complexo e, no Brasil, o exame mais avançado, chamado RT-QuIC, é realizado apenas no Instituto de Bioquímica da UFRJ. Esse teste permite detectar se a proteína normal do paciente foi convertida em sua forma anormal, sendo considerado o padrão ouro para o diagnóstico da doença em vida. A professora Tuane defende a atualização das diretrizes brasileiras para incluir esse exame, dada a rapidez com que a doença evolui e a necessidade de um diagnóstico ágil.

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Fonte: Informações do site agenciabrasil.ebc.com.br

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