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Caso Dom Diego: acusado de matar o próprio irmão por disputa de herança tem julgamento marcado

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O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou Heverson Giuliane Siqueira pelo assassinato de seu irmão, o empresário e criador de conteúdo Herlison Diego de Siqueira, conhecido como “Dom Diego”. O crime ocorreu em setembro de 2023, em frente à chácara onde a vítima residia, às margens da BR-364, em Jaru (RO). O processo, que tramita em segredo de Justiça, revela que Heverson está preso preventivamente desde dezembro de 2024, e o julgamento pelo Tribunal do Júri está agendado para 19 de novembro de 2026.

De acordo com a acusação, o crime foi motivado por uma disputa de herança. O Ministério Público alega que Heverson se escondeu na propriedade e surpreendeu o irmão no momento em que ele chegava ao local. O réu enfrenta a acusação de homicídio qualificado por motivo torpe, além de utilizar um recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa de Heverson, por sua vez, afirma que ele é inocente e que ainda não foi condenado, ressaltando que o réu só será considerado culpado após uma decisão definitiva.

O processo teve início em dezembro de 2024, quando a Justiça aceitou a denúncia do MP. Após ser formalmente notificado e apresentar sua defesa, Heverson foi interrogado, e testemunhas foram ouvidas ao longo de 2025. Durante seu interrogatório, o réu optou por não responder às perguntas do juiz e do promotor, limitando-se a responder apenas ao seu advogado. Em novembro de 2025, o juiz decidiu que Heverson seria julgado pelo Tribunal do Júri, considerando haver provas suficientes da materialidade do crime e indícios de autoria. A defesa recorreu, mas em agosto de 2026, o Tribunal de Justiça de Rondônia manteve a decisão de levar o caso a júri popular.

O assassinato de “Dom Diego” ocorreu na noite de 8 de setembro de 2023, quando ele chegava em casa acompanhado de uma jovem. Ao desembarcar, foi surpreendido por um homem armado que disparou várias vezes antes de fugir. A mãe da vítima, que estava dentro da residência, ouviu os tiros e, ao sair, encontrou o filho sem vida, com ferimentos fatais. Desde o início das investigações, a Polícia Civil tratou o crime como uma emboscada planejada, o que intensificou a gravidade do caso e a atenção da sociedade.

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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

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