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Câmara aprova abertura de CPI para investigar vereador Schimiti Patroleiro

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A Câmara Municipal de Jaru aprovou, na sessão desta segunda-feira (3), o requerimento apresentado pelo vereador Josemar da 34 para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar supostas irregularidades envolvendo o vereador Sílvio Aquerley da Silva, conhecido como Schimiti Patroleiro. A aprovação ocorreu com 11 votos favoráveis entre os 15 vereadores presentes.

Durante a discussão do requerimento, o tema dominou os debates no plenário. Schimiti, ao fazer uso da palavra, afirmou que os fatos estão sendo analisados pelo Poder Judiciário e manifestou sua concordância com a realização da investigação, apresentando sua defesa durante a sessão. A CPI terá como base informações já apresentadas pelo Ministério Público, que indicam indícios de que o parlamentar recebeu R$ 3.280,00, referentes a quatro diárias, para participar de um curso de capacitação em Porto Velho, entre os dias 7 e 10 de julho de 2026, mas que não teria cumprido a finalidade da viagem.

A investigação aponta que, em uma diligência realizada por um oficial do Ministério Público no dia 9 de julho, o vereador não foi localizado no local do curso durante o período fiscalizado. O documento relata que a lista de presença daquele dia inicialmente não continha a assinatura de Schimiti, mas, ao final do evento, uma assinatura em seu nome passou a constar. Além disso, o Ministério Público afirma que a assinatura do vereador Marcos Machado Miranda, conhecido como Marcão, também foi inserida posteriormente na lista. Marcão foi o único parlamentar a declarar que Schimiti participou do curso naquela manhã, levantando suspeitas sobre a autenticidade das assinaturas.

Outro ponto relevante na ação é um relatório da Polícia Civil, que indica que, na mesma data em que o vereador deveria estar em Porto Velho, ele foi localizado em Jaru durante diligências realizadas por investigadores, o que é considerado incompatível com sua presença no evento. Com a aprovação do requerimento por 11 votos, a CPI será oficialmente instalada e iniciará os trabalhos de investigação na Câmara Municipal, enquanto o caso continua sendo analisado pela Justiça, onde o Ministério Público busca aprofundar a apuração dos fatos.

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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

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