
A Justiça de Rondônia proferiu sentença condenatória a 20 réus envolvidos em uma organização criminosa armada, com atividades tanto no sistema prisional quanto fora dele, além de vínculos com outro grupo criminoso independente. A decisão, emitida pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, resultou em penas que ultrapassam 8 anos, em um processo movido pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Dentre os condenados, 15 iniciarão o cumprimento das penas em regime fechado, enquanto cinco cumprirão em regime semiaberto. As penas mais severas foram de 8 anos, 8 meses e 3 dias de reclusão, além de multas, enquanto outros cinco réus receberam condenações de 7 anos, 4 meses e 24 dias. Inicialmente, a denúncia contemplava 50 indivíduos, mas, após análise, 44 tiveram suas acusações examinadas, resultando nas 20 condenações.
A sentença reconheceu a estrutura hierárquica da organização criminosa, que contava com uma divisão clara de tarefas entre seus membros. As atividades da facção incluíam a coordenação de operações, a imposição de regras internas, o controle de armamentos, o tráfico de drogas e a movimentação financeira. Além disso, havia indivíduos designados para transmitir ordens, cadastrar novos membros e oferecer suporte a pessoas encarceradas ou em liberdade.
A investigação, que teve início a partir de um trabalho da Polícia Federal, foi realizada pela Delegacia de Repressão a Drogas da Superintendência Regional em Rondônia e pelo Grupo de Investigações Sensíveis. A Operação Conúbio, deflagrada em 20 de setembro de 2022, contou com a expedição de 104 ordens judiciais, incluindo 50 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão, abrangendo diversas localidades, como Porto Velho, Ariquemes, Cujubim, Cacoal, Espigão do Oeste e Vilhena, além do estado de São Paulo. O Ministério Público já anunciou a intenção de recorrer de aspectos da decisão que não foram integralmente acolhidos, buscando a responsabilização completa pelos crimes comprovados durante o processo.
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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br





















