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Entenda a doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnóstico do piloto Lito Souza

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A comunidade científica possui, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Essa condição rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados anualmente no Brasil, ganhou atenção pública após o diagnóstico do piloto e youtuber Lito Souza. A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida nas células cerebrais, conhecidas como príons, começam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. Assim, a DCJ é classificada como um dos tipos das chamadas doenças priônicas, com um quadro que progride rapidamente e resulta em desfecho fatal.

De acordo com a professora Tuane Vieira, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em uma minoria de casos, a DCJ ocorre devido a mutações genéticas. Ela é uma das principais pesquisadoras sobre a doença no Brasil. Além disso, há registros raros de pacientes que desenvolveram a DCJ após exposição a príons durante procedimentos médicos invasivos ou ao consumir carne de animais contaminados com o chamado “mal da vaca louca”. No entanto, na maioria das ocorrências, ainda não se sabe por que as células cerebrais acumulam os príons, embora uma hipótese sugira que isso possa ser um efeito colateral de infecções virais.

Os sintomas da DCJ podem variar conforme a região do cérebro afetada, mas geralmente começam com o declínio da memória e de outras funções cognitivas, avançando para dificuldades motoras, de comunicação e perda visual. Lito Souza, diagnosticado com a doença, mantém-se lúcido, mas já não consegue se movimentar normalmente e perdeu parte da visão. A condição é mais comum em pessoas idosas, mas também há registros em indivíduos mais jovens, como Lito, que tem 59 anos.

Atualmente, não há cura para a DCJ, nem tratamento que possa retardar ou deter sua progressão. Dois medicamentos estão sendo testados nos Estados Unidos, um pela farmacêutica Ionis e o outro pelo Broad Institute, vinculado à Universidade de Harvard. A família de Lito busca incluí-lo nos estudos. Pesquisadores brasileiros também investigam tratamentos, como compostos extraídos da moringa oleífera, que mostraram potencial em estudos iniciais. Contudo, a professora Tuane Vieira ressalta que a pesquisa está em estágio inicial e que todas as fases de teste são necessárias para garantir a segurança e eficácia dos tratamentos.

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Fonte: Informações do site agenciabrasil.ebc.com.br

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