DESTAQUEGeral

Conheça a plataforma criada em Rondônia que transforma palavras indígenas em dicionários digitais

🎧 Ouvir Versão em Áudio:

Uma inovadora plataforma desenvolvida pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) está contribuindo para a preservação das línguas indígenas da Amazônia por meio da tecnologia. Denominada DicWeb Indígena, essa ferramenta permite que as próprias comunidades indígenas criem dicionários digitais de forma colaborativa, registrando palavras, áudios, traduções e exemplos de uso cotidiano. Diferentemente dos dicionários tradicionais, o conteúdo é gerado pelos próprios indígenas, que exercem autonomia na documentação e organização do vocabulário de suas línguas.

Atualmente, a plataforma já reúne mais de 4.500 palavras catalogadas e 12 dicionários em desenvolvimento. Além de funcionar como um acervo digital, o DicWeb Indígena promove a autoria coletiva e ajuda a manter vivas tradições linguísticas que estão em risco de extinção. Entre os primeiros registros, destaca-se a palavra Tapi’ira, que significa anta na língua Kawahiwa-Amondawa, exemplificando a diversidade linguística que a plataforma se propõe a preservar.

Um dos principais desafios enfrentados para o uso de ferramentas digitais nas aldeias é a escassez de acesso à internet. Para contornar essa limitação, o DicWeb Indígena foi desenvolvido como um Aplicativo Web Progressivo (PWA). Após o primeiro acesso à internet, a plataforma pode ser instalada em celulares ou computadores, permitindo seu funcionamento mesmo offline. Dessa forma, professores, estudantes e pesquisadores podem consultar e registrar informações sem depender da conexão.

Além de servir como um meio de preservação das línguas indígenas, a plataforma também é projetada para ser utilizada nas escolas das comunidades como uma ferramenta pedagógica. Segundo a vice-coordenadora do projeto, professora Edineia Aparecida Isidoro, o sistema não apenas contribui para a formação de professores indígenas, mas também incentiva os estudantes a escreverem em suas próprias línguas, ampliando a presença desses idiomas no ambiente digital. A proposta, que surgiu após anos de pesquisa na universidade, busca inverter a lógica tradicional da produção de dicionários, permitindo que os próprios povos indígenas sejam os protagonistas na criação e atualização do conteúdo, fortalecendo assim sua autonomia e preservando conhecimentos valiosos transmitidos de geração em geração.

📢 Entre para o nosso Grupo!

Receba notícias de Ouro Preto e região e achadinhos da Shopee!

👉 ENTRAR NO GRUPO


Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

Botão Voltar ao topo