
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) anunciou, no Diário Oficial de quarta-feira, 15, a exoneração do secretário-geral Rogério Gago da Silva, que se encontra preso preventivamente em decorrência da Operação Reduto, realizada pela Polícia Federal. Essa operação investiga práticas de corrupção, incluindo a chamada “rachadinha”, que consiste na devolução de parte do salário de servidores a agentes políticos.
Além de Rogério Gago da Silva, outros servidores também foram exonerados. O ato foi assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alex Redano, do partido Republicanos. O Diário Oficial também trouxe à tona diversas mudanças administrativas, com exonerações e nomeações de servidores, embora a Assembleia não tenha esclarecido se essas alterações estão diretamente ligadas à Operação Reduto.
A Operação Reduto resultou no afastamento de onze servidores da Alero e na prisão de dois deles. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens de investigados, que são suspeitos de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. A operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades, incluindo Ariquemes e Porto Velho, onde foram coletados documentos e outros materiais que serão analisados nas investigações.
As investigações, que tiveram início em 2024, foram motivadas por relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que indicaram movimentações financeiras suspeitas. A Polícia Federal identificou movimentações superiores a R$ 9 milhões que não condizem com a capacidade econômica dos investigados, revelando um esquema que envolvia fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. A Prefeitura de Ariquemes e a Assembleia Legislativa afirmaram estar colaborando com as autoridades e que os serviços públicos continuam funcionando normalmente.
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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br





















