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Contradições em depoimentos podem complicar a situação de vereadores no caso das diárias que segue para a Justiça

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O processo relacionado às diárias pagas ao vereador Sílvio Aquerley da Silva, conhecido como Schimiti Patroleiro, entra em uma nova fase, que promete trazer à tona não apenas o parlamentar investigado, mas também os vereadores que prestaram depoimentos ao Ministério Público. Esses vereadores poderão ser convocados a confirmar suas versões diante da Justiça, o que pode intensificar a complexidade do caso.

Embora o juiz tenha negado, por ora, o pedido de afastamento cautelar de Schimiti do mandato, essa decisão não encerra a investigação. O magistrado optou por avaliar o mérito do caso após a apresentação da defesa e a coleta de mais provas, mantendo a apuração em andamento. Um dos aspectos mais intrigantes é a divergência nos depoimentos dos vereadores de Jaru que participaram de um curso em Porto Velho.

De acordo com a ação do Ministério Público, os vereadores Francisco Hildemburg Costa Bezerra e Celiandro Ribeiro de Jesus afirmaram que não viram Schimiti em nenhum momento durante o curso, seja no hotel ou na sala de aula. Em contrapartida, Orlando Costa dos Anjos e Josemar Figueira relataram que participaram integralmente da capacitação, reforçando a rotina das atividades durante o evento. A única versão isolada foi a do vereador Marcos Machado Miranda, que alegou ter visto Schimiti no curso na manhã do dia 9 de julho, antes da chegada do oficial ministerial.

Entretanto, essa narrativa é contestada por outros elementos da investigação. O Ministério Público informa que o oficial esteve no local entre 9h28 e 12h49, período em que Schimiti não foi encontrado. Além disso, um relatório da Polícia Civil indica que, no mesmo dia, o vereador estava em Jaru, conforme registrado durante diligências. Outro ponto que pode ser crucial é a lista de presença do curso, que, segundo o Ministério Público, não apresentava as assinaturas de Schimiti e de Marcos Machado Miranda quando foi inicialmente apresentada ao oficial. No encerramento das atividades, ambas as assinaturas já constavam no documento, levantando suspeitas de possível adulteração.

Esse cenário torna os depoimentos dos vereadores ainda mais significativos à medida que o processo avança para a fase de instrução. Na Justiça, todos os envolvidos poderão ser ouvidos sob compromisso legal, e eventuais contradições entre depoimentos, documentos e registros policiais serão analisadas pelo magistrado durante o julgamento. A situação é especialmente delicada para o vereador Marcão, que é o único parlamentar a afirmar que Schimiti esteve presente no curso, mesmo diante das evidências que indicam sua ausência. Apesar da negativa do afastamento cautelar, a ação continua tramitando, e o juiz avaliará todo o conjunto probatório antes de decidir sobre a prática de improbidade administrativa ou outras irregularidades. Até que haja uma decisão final, todos os investigados mantêm a presunção de inocência, cabendo à Justiça a avaliação das provas durante a instrução do processo.

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Fonte: Informações do site jaruonline.com.br

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