
Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais na noite desta quinta-feira e manhã de sexta-feira gerou forte repercussão e indignação em Ji-Paraná ao mostrar um funcionário de empresa terceirizada jogando água e agredindo fisicamente e verbalmente um homem em situação de rua, que dormia em um banco no canteiro central em frente ao Hospital Municipal Claudionor Couto Roriz.
Nas imagens, gravadas por uma testemunha, o trabalhador aparece utilizando um balde para molhar o homem, que acorda assustado e tenta se proteger. Mesmo após a vítima se levantar, o funcionário continua com atitudes ríspidas e agressões verbais, situação que revoltou internautas e moradores da cidade pela forma considerada desumana e pela exposição de uma pessoa em extrema vulnerabilidade social.
Diante da repercussão do caso, a Prefeitura de Ji-Paraná adotou providências imediatas. Por determinação do prefeito Affonso Cândido, o secretário municipal de Saúde, Cristiano Ramos, juntamente com a diretora do Hospital Municipal, Renata Fuverki, decidiu pela exoneração do funcionário envolvido no episódio.
A decisão foi tomada após a análise das imagens e das informações sobre o ocorrido, como forma de resposta à população e de reafirmação do compromisso da gestão municipal com o respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.
O caso reacendeu o debate sobre a abordagem adequada de pessoas em situação de rua e a necessidade de políticas públicas voltadas ao acolhimento, assistência social e cuidado humanizado, principalmente em espaços públicos e unidades de saúde.
Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual registro de ocorrência policial ou outras medidas administrativas além da exoneração. A Prefeitura informou que seguirá acompanhando o caso.
*Nota do prefeito*
Em postagem nas redes sociais, o prefeito Affonso Cândido repudiou o ocorrido e afirmou que a conduta não será tolerada no município:
“O que aconteceu aqui em frente ao hospital municipal não é só inaceitável, é desumano. Uma pessoa em vulnerabilidade foi humilhada enquanto dormia. Isso fere a dignidade humana e vai contra tudo que a nossa cidade acredita.
Quero deixar isso muito claro: ninguém que presta serviço para a prefeitura tem o direito de tratar um ser humano com crueldade. Esse cidadão já foi removido das escalas de trabalho e não fará mais parte dos plantões. Estou determinando a apuração imediata dos fatos e a empresa responsável será cobrada com rigor.
Aqui em Ji-Paraná, respeitar é obrigação. Temos que proteger quem mais precisa e agir com firmeza sempre que a dignidade de alguém for violada.”
fonte: Rondônia atual



