Início do abate de búfalos invasores em Rondônia para proteger a Amazônia

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou, nesta semana, um projeto piloto que visa o abate de cerca de 10% dos 5 mil búfalos invasores que estão causando sérios danos em reservas ambientais em Rondônia. Esses animais, que não são nativos do Brasil, não possuem predadores naturais e sua população descontrolada tem gerado impactos devastadores na fauna e flora locais, além de alterar ecossistemas vitais.
De acordo com o biólogo Wilhan Cândido, do ICMBio, o abate é atualmente a única solução viável para lidar com a invasão. A operação é desafiadora devido ao isolamento da região e à falta de logística para a remoção dos animais. Com a carne dos búfalos não sendo aproveitável devido à ausência de controle sanitário, a prioridade é garantir um método de abate que minimize o sofrimento dos animais e maximize a eficiência da operação. Nos primeiros dias, a produtividade foi considerada positiva, com quase 30 búfalos abatidos.
A fase inicial do projeto, que ocorre entre 16 e 20 de março, envolve a participação de várias equipes e busca não apenas reduzir a população de búfalos, mas também coletar dados importantes sobre o comportamento dos animais e os desafios logísticos enfrentados. Além disso, uma equipe da Universidade Federal de Rondônia (Unir) está coletando material biológico dos búfalos abatidos para investigar possíveis doenças, que podem impactar a saúde do ecossistema local.
O ICMBio planeja monitorar a área com 30 câmeras ao longo do ano e já vem coletando amostras de água na região desde o início de 2025, com o objetivo de avaliar a qualidade ambiental antes e depois do abate. Essa iniciativa é crucial para entender os efeitos da presença dos búfalos e traçar estratégias eficazes para a recuperação da biodiversidade na Amazônia.
Fonte: Informações do site jaruonline.com.br





















