
O caso de maus-tratos a um morador de rua em frente ao hospital municipal de Ji-Paraná ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira. A empresa terceirizada responsável pelo servidor envolvido divulgou uma nota pública repudiando o ocorrido e informou que adotará todas as medidas cabíveis para apurar os fatos. Como providência imediata, o funcionário foi retirado das escalas de trabalho.
Por outro lado, o servidor acusado divulgou áudios nos quais afirma que teria apenas cumprido ordens da direção da unidade hospitalar para remover moradores de rua que permaneciam na frente do hospital. Segundo o conteúdo divulgado, a determinação teria partido da então diretora-geral Renata Fuverk e da diretora-adjunta Carine.
Ainda de acordo com os áudios, o servidor também afirma que teria havido orientação para não distribuir marmitas aos moradores em situação de rua. Ele sustenta que, após a repercussão do caso, estaria sendo prejudicado mesmo tendo, segundo ele, apenas seguido ordens superiores.
Na noite de quinta-feira, o prefeito anunciou a exoneração de Renata Fuverk e Carine de seus respectivos cargos, medida inicialmente interpretada como uma resposta direta ao episódio. No entanto, no mesmo período, ambas foram nomeadas para novas funções na unidade: Renata passou a ocupar o cargo de diretora-adjunta, enquanto Carine assumiu como diretora-geral do hospital.
Também na noite de quinta-feira, o prefeito divulgou um vídeo em suas redes sociais no qual repudiou o ocorrido e afirmou que todas as providências necessárias estão sendo tomadas para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
O caso segue sob apuração e continua gerando forte repercussão na cidade.
Confira o áudio abaixo
Fonte: Matéria retirada do site rondoniatual.com





