Polícia Civil deflagra operação contra fraudes em licitações na Caerd

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A Polícia Civil deflagrou a Operação Kairós na manhã desta terça-feira (22) em Porto Velho. O objetivo da investigação é apurar desvios de recursos em licitações na Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), que teriam acontecido no período de 2009 a 2010. Segundo a polícia, o desvio pode ser superior a R$ 8,5 milhões.

A investigação iniciou em julho do ano passado. Ninguém foi preso. A justiça determinou medidas cautelares aos 11 suspeitos, como proibição de acesso à sede da empresa e suspensão da função pública ou qualquer atividade de natureza econômica.

De acordo com o delegado da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco), Marcus Vinícius Alves, uma comissão da própria Caerd encaminhou um relatório com análise minuciosa de quatro processos licitatórios com suspeita de fraude. A partir destes documentos, a delegacia iniciou a investigação. Ao todo, 28 processos estão relacionados ao processo criminoso.

O período das fraudes aconteceu nos anos de 2009 a 2010. Empresários e servidores da Caerd estavam envolvidos. Segundo a polícia, a operação ilícita partia dos empresários, mas há uma linha de investigação paralela para descobrir os benefícios que os servidores tinham nesse esquema criminoso.

À época, os servidores ocupavam cargos de destaque. De acordo com a Draco, os mandados de busca e apreensão na Caerd foram feitos exclusivamente para impedir que os suspeitos esvaziassem os elementos de informação que poderiam ser colhidos no processo.

“Ainda não está claro quais eram os benefícios que eles obtinham. Por isso, a polícia solicitou as medidas cautelares como afastamento das funções e da Caerd, para que eles não prejudiquem os elementos que vamos colher na nova fase da operação”, disse o delegado Marcus Vinícius.

A polícia ainda não encontrou as empresas que ganharam as licitações na época. Segundo Marcus Vinícius, algumas instituições eram de fachada, formalizadas exclusivamente para a prática da fraude. Uma delas foi criada três dias antes do processo licitatório. “Hoje não constatamos nenhuma delas (empresas) atuando”, disse.

Segundo a Draco, a próxima fase da operação é analisar os processos apreendidos. Até o momento, o que a delegacia constatou é que havia um “conluio” entre empresas que venceram os processos licitatórios desde 2009 a 2010.

Outras medidas podem ser solicitadas contra os representantes das empresas, além dos mandados de busca e apreensão em escritórios de contabilidade da capital e na Caerd.

 

Fonte: G1 RO

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