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Notícia publicada em 08/08/12
 
Justiça libera todos os detentos da colônia penal agrícola de Porto Velho
São 270 homens que deverão retornar à unidade em sete dias. Roupas, pertences pessoais e documentos foram queimados no incêndio
 
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Todos os detentos da Colônia Penal Agrícola Ênio Pinheiro, em Porto Velho, foram liberados temporariamente nesta terça-feira (7). A juíza da Vara de Execuções Penais da capital, Sandra Silvestre, determinou a liberação de mais 170 presos do regime semiaberto, além dos 100 divulgados anteriormente. No domingo (5), sete detentos morreram carbonizados.

Dois presos feridos foram encaminhados para o Pronto-Socorro João Paulo II após um incêndio que destruiu parte da unidade prisional onde estavam 120 presos.

No incêndio foram queimados roupas, pertences pessoais e documentos dos detentos. De acordo com o juiz da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, Sérgio William, um pedido de ajuda foi enviado à Defesa Civil e serão providenciadas novas documentações.

Segundo o juiz, os presos liberados já passam o dia fora da unidade para trabalhar. "A sociedade não precisa ficar alarmada, porque esse é um fato comum", afirma.

Rapaz teve queimaduras no braço em incêndio neste domingo (5) (Foto: Reprodução/TV RO)
Rapaz teve queimaduras no braço em incêndio
neste domingo (5) (Foto: Reprodução/TV RO)

 

Revisão de processos

 

Após o período de sete dias, os detentos deverão retornar à colônia penal, quando todos passarão por um mutirão, onde serão revisados os processos. Os presos que não retornarem serão punidos com regressão de regime.

 

A Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), responsável pela administração do sistema penitenciário de Rondônia, apontou como provável causa do incêndio um fogo provocado pelos próprios presos.

O Corpo de Bombeiros acredita em curto-circuito. O laudo que apontará as reais causas do incidente deve ficar pronto em dez dias.



Fonte: G1
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