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Notícia publicada em 07/08/12
 
Incêndio que matou 7 em Rondônia pode ter sido criminoso, diz Sejus
Presos podem ter iniciado o fogo para causar tumulto durante transferência Dois feridos foram encaminhados para o Pronto-Socorro João Paulo II.
 
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O incêndio ocorrido neste domingo (5), que destruiu o pavilhão 1 da Colônia Penal Agrícola Ênio Pinheiro (Capep), em Porto Velho, está sendo investigado pela Polícia Civil. De acordo com o secretário estadual de justiça Fernando Oliveira, não está descartada a hipótese de incêndio criminoso. Dois detentos que tiveram queimaduras foram encaminhados ao hospital. Corpos dos sete presos que morreram no incêndio ainda estão no Instituto Médico Legal da capital (IML) para identificação.

Segundo o secretário, na tarde de domingo (5) os presos estavam sendo transferidos para um pavilhão da unidade, que foi reformado. Cerca de 30 homens já haviam sido revistados e realojados, mas 130 presos ainda estavam na ala antiga, prestes a serem realocados.

“Uma suspeita é a de que os próprios presos tenham começado o incêndio para causar tumulto. Isso seria uma alternativa para que eles fossem transferidos sem revista, dessa forma conseguiriam levar objetos ilícitos para a nova ala. A outra hipótese é que eles quisessem apagar vestígios destes mesmos objetos. E claro que também trabalhamos com a suspeita de curto circuito”, explica o secretário Fernando Oliveira.

 

Segundo Fernando, os corpos estão no IML para identificação. “Não podemos errar na hora de divulgar quem morreu, seria muito ruim para as famílias”, afirma. Dois feridos foram encaminhados ao Pronto-Socorro João Paulo II. Uiltomar Vejarama Gomes sofreu queimaduras superficiais nas costas e Washington Poliester Silva Souza teve problemas respiratórios após inalar fumaça no pavilhão, os dois já foram liberados e retornaram para a unidade penal.

 

A Polícia Civil tem prazo de 10 dias para entregar um laudo inicial sobre o incidente. A Sejus garante se responsabilizar pelo pagamento de todos os custos com o funeral e dará suporte psicológico e social para as famílias dos presos que morreram no incêndio.



Fonte: G1
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