Cheia histórica do Rio Jaru deixa várias famílias desabrigadas

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Por causa das chuvas dos últimos dias, o nível do Rio Jaru subiu e deixou várias famílias desabrigadas em Jaru (RO), a cerca de 290 quilômetros de Porto Velho. Segundo aferição da Agência Nacional de Águas (Ana), na segunda-feira (28) o rio atingiu a marca histórica de 11 metros, ou seja, três metros acima do normal. O Corpo de Bombeiros ainda não contabilizou quantas pessoas foram atingidas pela água.

Com a cheia, o abastecimento de água no município foi interrompido, pois as bombas de captação ficaram submersas, segundo informou a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).

De acordo com comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, tenente Roberto Leal, desde a segunda-feira vem subindo e alagando casas e comércios nos setores 2 e 3. “A todo o momento estamos recebendo chamados de pessoas por conta da enchente e estamos auxiliando na retirada das famílias dos locais de alagamento”, contou o comandante.

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Rio está três metros acima do normal, em Jaru (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Ao G1, o titular da Secretaria Municipal de Assistência Social (Sema), Fabiano Moreira, disse que ainda não há um número exato de famílias desabrigadas e que a até o momento não há pessoas alojadas nos abrigos municipais preparados para recebê-las, uma vez que estas optaram por ficarem na casa de parentes.

“Dois salões de uma igreja católica e outra evangélica já se colocaram à disposição para receber as pessoas, assim como também temos preparado o Centro de Convenções Municipal”, explicou o secretário.

Sem água

A Caerd informou que devido à cheia do rio, as bombas de captação ficaram submersas e, desde a segunda-feira, todos os setores do município estão sem abastecimento de água e ainda não há previsão para que a situação seja normalizada.

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Cidade também está sem abastecimento de água, em Jaru (Foto: Jaru Online/Reprodução)

“Temos um reservatório na sede da Caerd, mas que já está diminuindo, uma vez que os órgão públicos estão vindo buscar água. Esperamos que o nível do rio abaixe para podermos verificar o problema, resolvê-lo e retomar o abastecimento na cidade”, disse a superintendente da Caerd em Jaru, Ilma Oliveira dos Anjos.

 

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