18 de maio: Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

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cartaz-combate-exploração-infantilO Combate contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, foi o tema de uma palestra realizada na Escola Monteiro Lobato, haja vista que hoje é a data em que diferentes segmentos organizacionais estão fomentando nas diferentes instituições maneiras para a prevenção desta prática constrangedora que repercute com grande importância para a sociedade em geral. Levando em consideração que cada dia que passa as denúncias (disque 100) aumenta e com elas crescem também a perspectiva de reverter este quadro, de eliminar a ocorrência dessa maldade. Questões como prevenção, punição e inserção das vítimas na sociedade foram compartilhadas por psicóloga e assistente social do poder judiciário com estagiárias acadêmicas que levaram ao conhecimento dos pais/responsáveis e estudantes informações de grande valia e que foram amplamente discutidas.

As palestrantes explicaram com muita propriedade a Diferença entre Abuso e Exploração Sexual sendo que a prática do abuso sexual  é quando ocorre o contato sexual entre uma criança ou adolescente e um adulto ou pessoa significativamente mais velha e poderosa. As crianças, pelo seu estágio de desenvolvimento, não são capazes de entender o contato sexual ou resistir a ele, e podem ser psicológica ou socialmente dependentes do ofensor. O abuso acontece quando o adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual. Já a exploração sexual é quando se paga para ter sexo com a pessoa de idade inferior a 18 anos. As duas situações são crimes de violência sexual.

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Os diretores da escola professores Polini e Nádia Cristina agradeceram a presença de todos e destacaram a importância do que foi compartilhado, já que a preocupação de toda a equipe da instituição escolar é prevenir que nossas crianças e adolescentes sejam vítimas de abuso e exploração sexual, pois isso acarreta em um enorme dano individual, familiar e social. As consequências são físicas e psicológicas, e geralmente há uma dificuldade muito grande para readaptação em qualquer ambiente, pois a vítima não conseguirá obter a confiança novamente, e isso é uma tarefa muito difícil.

As principais consequências físicas: doenças sexualmente transmissíveis sendo a mais grave o HIV; infecções crônicas diversas causadas pelo uso de álcool e outras drogas; agressões físicas; gravidez precoce; abortos provocados por se tratar de gravidez indesejada; mutilações provocadas pelo aborto determinando a retirada do útero e até mesmo colocando a vítima em perigo de morte.

As principais consequências psicológicas: depressão; fobias; perda da integridade moral; perda da dignidade; baixa-estima; falta de confiança nas pessoas; dificuldade de relacionamento; dificuldade de aprendizado; tristeza; fuga da realidade; sentimento de culpa; agressividade; transtornos psicológicos; tentativa de suicídio; e diversos traumas.

Finalizando o diretor Polini destaca que além dessas consequências físicas e psicológicas existem as outras consequências que permanecem por muitos anos ou até mesmo pela vida toda pois a prática do abuso e da exploração sexual compromete de forma geral as vítimas causando desestrutura físico, psicológico, espiritual, moral e social.

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Fonte: OuroPretodoOeste.com

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